sexta-feira, agosto 29

É, você.

Hoje eu te vi mais uma vez. Eu estava num dia de fúria, mas você fingia nem reparar. Você me dizia pra parar de me preocupar com tudo aquilo, que eles iam se tocar. Você me esperou enquanto eu conversava com suas amigas sobre o trabalho da escola. Você foi comigo almoçar, e também foi comigo tomar um açaí, enquanto eu e mais dois falávamos mal da vida. Você me acompanhou até minha casa e me fez, de novo, me sentir mais feliz que nunca. Quando eu ia embora, você ainda me chamou pra tomar um coca, e você sabe como eu não resisto a uma coca. Você ainda me ouviu um pouco mais, antes de me abraçar forte e ir para sua casa, deixando um restinho que sobrou na garrafa para eu tomar mais tarde. Você me ligou assim que chegou pra falar de mais umas idéias que teve, e falou tanta bobagem que eu tive que te ignorar. Você é o cara que minhas amigas queriam, exceto pelo fato que você é você, e elas sabem disso. Você é foda.
Te amo muito.

quinta-feira, agosto 28

Tão ontem.

As novidades já são velhas, as histórias são clichês, é tudo sempre, tão sempre igual. Todos agem igual, pensam igual. Todo mundo quer ficar com o maior pedaço. Afinal, estamos mesmo acabando e, quem sabe, nunca mais a gente precise se ver, né? Oba! Pra que perder tempo com essa baboseira toda?Sabe, tô com uma vontade imensa de gritar na sua cara: "O que tá aconteceendo?" e falar um palavrão. Se eu soubesse que isso iria resolver alguma coisa, eu o faria, pode apostar. Mas não vai. Só vai me fazer parecer (mais) louca (do que eu já pareço pra você). Eu lembro de quando a gente era amigo. Você era o máximo, junto com os outros. Nada poderia acabar com tudo aquilo, naquela época. Por que agora a gente não pode só concordar em alguma coisa e dar risada, e pronto? Por que nada mais fica bom, nunca? Por que eu não posso voltar a falar das coisas boas, felizes e coloridas em vez de ficar aqui, falando de você, que, na real, não tá nem aí. Eu sei, sobrevivo sem você e você sem mim. Mas alguma coisa se perde, tenho certeza. Por favor, quando estiver a fim de voltar a ser como era antes, ou mais legal que agora, me liga.
Sério, qual é o s(m)eu problema?

terça-feira, agosto 19

Fatos (não-)absolutos

O céu é azul (ou cinza), a grama é verde (ou marrom), são fatos inegáveis (ou não).
Adoro parenteses (ou parênteses).

É, é mais um texto absurdo, H..

segunda-feira, agosto 11

Agora.

Eu te amo, tenho dezesseis anos e, sei, sim, o que isso significa.

quarta-feira, agosto 6

Fulaninha de tal.

Ela era objetiva: se queria alguma coisa, queria, e pronto. O que não quer dizer que ela não mudava de opinião. Mudava, e muito. Mas, se, naquele minuto, era aquilo que ela queria, ela ia fazer de tudo para ter. Uma roupa, uma caneta, um menino. E, quase sempre, assim que ela conseguia, enjoava. A vida dela era apostas, competições, querer, querer. Ela já foi melhor amiga de praticamente todos. Só não sabia que até as pessoas que mais gostavam dela, também odiavam. Acho que todo mundo sabia que acabaria sendo esquecido. Ninguém nunca teve coragem de assumir, é claro. Milhões de desculpas existiam pra dar um jeito de paracer que ela é que tinha sido abandonada, e não o contrário. Fingir não gostar, era a melhor tática para mantê-la por perto. Não, melhor: Não gostar dela, de verdade. Isso é que ia deixá-la louca. Não que ela tentasse agradar. Nunca tentou, mesmo. Mas ela era assim, sempre queria o que nunca ia ter. Falava gritando, vivia mentindo, mas não se importava. Era sempre exagerada, em tudo: nas alegrias, nas tristezas, nos amores, nos ódios. Ela podia te fazer rir, ou chorar, em segundos. Mas tentar se adaptar a ela era, no mínimo, cansativo (Aí, outra desculpa).Conheci a fulaninha há uns anos. Ela começou como ninguém, virou alguém, e foi embora. (Devo dizer que, pelo menos, ela chegou mais longe do que muitos, incluindo a que vos fala)Como não poderia deixar de ser, a presença dela começou a ocupar muito espaço. Ela não se encaixava ali, não fazia aquele tipo. Ela não era de seguir, mas de lançar moda (Desculpem, foi uma expressão feia, mesmo). Tudo lá a sufocava, eu tenho certeza. Sim, ela volta, de vez em vez, pra mostrar que, não, ninguém a conseguiu destruir. Faz o seu show, constrange um ou outro despreparado, e vai embora, pra achar outros lugares, outras pessoas, outra vida. E, quando ela vai embora de novo, é quase possível ouvir o suspiro de alívio. Ela incomoda. Mas nem adianta tentar evitar toda a situação.Porque ela vai dar um jeito de deixar tudo ainda pior, e para o seu lado.
Ela é Fulaninha de Tal, a que não se deixa esquecer.

domingo, agosto 3

A felicidade.

Outro dia, escrevi um texto sobre o dia que a felicidade bater na minha porta. Mas apaguei. Na verdade, não foi o único. Como devem ter notado, escrevo bem menos aqui. Que seja.
Mas, depois, outro dia (hoje) eu pensei: 'Será que eu sou feliz no chafariz, tô mesmo de boa na lagoa?' (Ignorem, é uma coisa que só uma pessoa específica vai entender sem parecer ridículo). E, é verdade, eu sou, eu tô. Pode ser que nem sempre eu queira sair pulando, cantando, dançando, mas não é assim que tudo funciona. Eu posso querer desesperadamente chorar, mas... eu tô de boa. Vão ter dias que eu não vou querer falar com ninguém. Mas sair desses dias vao me fazer um bem, meu deus, vai valer todos os outros dias. Não, eu não vou esbarrar na rua com uma pessoa completamente diferente de mim, mas simplesmente perfeita, e só aí vou ficar feliz. Isso só acontece em filmes. Aliás, já tenho a pessoa perfeita pra mim.É claro que não vai ser tudo perfeito, colorido, uma festa. Ainda tenho muito o que fazer. Muito. Se eu for querer viver uma vida extasiada, eu vou ficar querendo. Vou ter que me contentar com uma vida... Bom, feliz. Com altos, baixos, mas, se eu souber lidar com tudo isso, ela vai ser, sim, suave na astronave.
Não duvidem de mim.
E, a propósito, Felicidade-extasiada, se você estiver querendo fazer uma visita, pode, sim, dar uma passada. Só não espere que eu te convide pra ficar. Você também tem muito o que fazer.