Outro dia, escrevi um texto sobre o dia que a felicidade bater na minha porta. Mas apaguei. Na verdade, não foi o único. Como devem ter notado, escrevo bem menos aqui. Que seja.
Mas, depois, outro dia (hoje) eu pensei: 'Será que eu sou feliz no chafariz, tô mesmo de boa na lagoa?' (Ignorem, é uma coisa que só uma pessoa específica vai entender sem parecer ridículo). E, é verdade, eu sou, eu tô. Pode ser que nem sempre eu queira sair pulando, cantando, dançando, mas não é assim que tudo funciona. Eu posso querer desesperadamente chorar, mas... eu tô de boa. Vão ter dias que eu não vou querer falar com ninguém. Mas sair desses dias vao me fazer um bem, meu deus, vai valer todos os outros dias. Não, eu não vou esbarrar na rua com uma pessoa completamente diferente de mim, mas simplesmente perfeita, e só aí vou ficar feliz. Isso só acontece em filmes. Aliás, já tenho a pessoa perfeita pra mim.É claro que não vai ser tudo perfeito, colorido, uma festa. Ainda tenho muito o que fazer. Muito. Se eu for querer viver uma vida extasiada, eu vou ficar querendo. Vou ter que me contentar com uma vida... Bom, feliz. Com altos, baixos, mas, se eu souber lidar com tudo isso, ela vai ser, sim, suave na astronave.
Não duvidem de mim.
E, a propósito, Felicidade-extasiada, se você estiver querendo fazer uma visita, pode, sim, dar uma passada. Só não espere que eu te convide pra ficar. Você também tem muito o que fazer.
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Há 3 anos
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