Na sexta, fui na casa da Ana.
Joguei stop, perfil, e detetive, como já disse em outro post.
Depois, no sábado, tive uma festa de criança. Da sobrinha do Mau, por sinal.
Voltei às origens, total. Piscina de bolinhas, brigadeiros, máquinas de videogame. Nossa, não lembrava que era assim tão bom. E não lembrava de me divertir assim há muito tempo.
Foi como se, por um final de semana, eu pudesse voltar a ser criança. Aí caiu a ficha. Não é por um final de semana. Eu posso ser quem eu quiser, sempre. Sem julgamentos, fingimentos, cópias, nada. Aliás, quem resolveu como deveríamos ser? É ridícula a idéia de seguir um padrão. É bom demais poder ser diferente, poder rir dos defeitos alheios, e ter a certeza que estão rindo dos seus também. Sejamos nerds, patrícios, descolados, escolados, triscolados, roqueiros, indies, emos, punks, clubbers (raça extinta, tsc), esportistas, nômades, whatever! Sejamos, simplesmente, sejamos. Não há nada melhor do que se lambuzar de brigadeiro, sem peso na consciência, ou ler um mangá no pátio da escola, sem ligar para os outros, ou comentar como aquela franja ficou hor-rí-vel nela. Enfim, não há nada melhor do que ser quem somos.
Joguemos truco, estouremos bexigas, façamos guerras de travesseiros. O mundo é nosso, o tempo é nosso, e, principalmente, a vida é nossa!
Nada como um devaneio entre um salgadinho e outro.
Um beijo.(;
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Há 3 anos
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