Meu último ano no Maria Imaculada, na vida escolar, e, provavelmente, na total dependência dos pais. Ano que vem, nada mais de coleguinhas (pelo menos, nãos estes), nada mais de professores (idem), nada mais disso. E o que se esperava que fosse o melhor ano de nossas vidas, como não cansam de repetir as revistas, os clichês e os adultos. Mas o que sabem os adultos?
Se tenho medo de crescer? Nem um poouco. Só não quero virar adulto, se ser adulto for trabalhar até morrer, para ganhar um dinheiro que não vou usufruir, ou não achar graça em nada, ou preferir sorvete de nozes a sorvete de chocolate. Aliás, o que mais me assusta é, como já disse, virar adulto e gostar de abobrinha. Eca! (A propósito, uma amiga me disse que, de fato, gosta de abobrinha, mas como ela come cachorro e já é adulta, nós a perdoaremos, ok?)
Mas não é o medo de crescer que está atrapalhando o bem-estar do meu ano, na minha sincera opinião. Acho que, talvez, quem sabe, ele nem esteja assim tão ruim. Quer dizer, hoje eu comi strogonoff, e joguei detetive E perfil, e tomei sorvete, e foi tudo bem legal (*ver adiante comentário). Então, por que todo esse terror? Acho que foi essa expectativa non-sense que tirou a graça de tudo. É fato que todo estudante sonha com o fim, mas, quando esse fim bateu na porta, a gente deu pra trás. Medrosos, somo medrosos. Queremos muito, e, se não conseguimos, jogamos a culpa em outro, é fácil.
Não que não nos esforcemos, nos esforçamos, e muito. Mas queremos mais. Sempre mais.
Então, hoje, dou a minha proposta para um terceiro ano realmente saudável. Menos terror, mais diversão. Façamos as coisas porque queremos, e não porque precisamos. É, evidentemente, o que está faltando.
Um beijo.
(*)A., o dia foi muuito legal. Obrigada(;
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Há 3 anos
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