"Eu não sei quando comecei com os campeonatinhos. Desde que me conheço por gente, eles já estão aqui. Tomam as mais variadas formas, assumem diferentes regras e incorporam os mais distintos campos, mas em sua essência são quase todos idênticos." - Antônio Prata, Capricho, ed.1038.
Hoje, começo com uma citação, que me fez pensar em dois fatos que eu realmente precisava comentar.
Primeiro, a minha adoração por esse cara. Desde que virei mocinha (ou meu pai julgou que sim, e deixou eu ler revistas de mocinha¬¬), me acostumei a começar as revistas pelo fim. Não por tradição japonesa, ou coisa do tipo, mas porque a coluna dele ficava na última página. Sim, ficava. Na edição 1040, o título da coluna era 'Despedida'. Já deu pra sacar tudo né? Bom, eu não tinha blog, e o máximo que podia fazer era lamentar. E, olha, a verdade mais pura. Esse era para ser o primeiro assunto desse blog. Gosto pra caramba de Vinícius, me emociono com Carlos Drummond, e acho o máximo ler Cecily. Mas não tinha nada comparado à coluna dele. Eu quero escrever como ele, quero falar sobre assuntos como os dele, e, olha, já me peguei até pensando em como seria ir pra China, passar um tempo que nem ele. Ok, eu exagero. Não conheço ele, ele, definitivamente, não me conhece.O máximo de tempo que passamos juntos foi o tempo que demoro para ler a última página, mas a recíprocua não é verdadeira. Outro dia, ele escreveu sobre jornalistas. Cara, tocou. É ele que me dá vontade disso. Mau, não sinta ciúmes, meu amor por você é completamente diferente, mas devo admitir. Adoro Antônio Prata.
Agora, posso falar sobre o tema, ainda que atrasadamente (existe?), que só agora tenho em mãos a revista. Sou vidrada em campeonatinhos, também. Sempre penso: se conseguir atravessar a rua, meu dia vai ser bom. Se tiver mais de 3 reais em minha carteira, vou ficar rica. Se tirar a melhor nota da classe, minha vida vai ser melhor. Pois bem. Meus dias são bons e ruins, independentemente do farol, continuo na miséria, e, mesmo que tire notas boas, minha vida é sempre igual. Olha só, não entendam mal. Não é que eu não ache legal outras pessoas tirarem notas boas, adoro umas moedas, e até gosto de esperar o farol abrir. Mas é uma competição, antes de tudo, comigo mesma. Como se tudo só dependesse de mim. Puro egoísmo de minha parte. Mais um defeito pra minha lista, terrível, sei. Mas se Antônio pode, eu posso também.
Um beijão, e, olha só, hoje fiz direitinho, temos até um título!
(;
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Há 3 anos
Um comentário:
M, valeu! Você escreve mt bem. Seu blog é uma delícia. beijos,
Antonio Prata
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